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Verbo, parte 2

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Uma vez que estamos mais familiarizados com verbo, visto no último esquema da parte um, vamos às demais partes que nos auxiliarão (assim eu espero) a uma compreensão progressiva:

Tempo é a nossa ênfase – Levando-se como ponto de referência o momento da enunciação (fala), os fatos expressos pelo verbo podem referir-se a um momento presente (o momento em que se fala), a um momento passado ou pretérito (anterior ao momento em que se fala), ou ainda um momento futuro (depois ao momento em que se fala).

Vejamos como se indica o tempo nas formas verbais:

Presente – o momento do evento corresponde ao momento da enunciação. O presente é frequentemente usado para expressar ação habitual: “Durante as férias, Eduardo viaja com os amigos.” Em alguns casos, o presente pode indicar algo que se realizará num futuro próximo e certo: “Parto para o Rio de janeiro amanhã bem cedo.” O presente é usado para a afirmação de verdades: “Os homens são mortais.” Pode-se também usar o verbo na forma presente para a expressão do que se denomina “presente histórico”. Nesse caso, a opção pelas formas verbais do presente pode ter por objetivo aproximar do momento da enunciação fatos já ocorridos, de forma a conferir mais verossimilhança (verdade, realidade) ao que é narrado. Veja o exemplo: “Todos estavam reunidos na sala do Tribunal. Nesse momento entra o réu, acompanhado do seu advogado, e agride fisicamente um dos guardas que o escoltavam.”

Pretérito – o momento do evento é anterior ao momento da fala. O pretérito pode ser imperfeito (refere-se a um fato não concluído, que se prolonga por algum tempo, no passado): “Quando era criança, Eduardo sempre nadava no riozinho da fazenda se eu avô. Perfeito (refere-se a um fato concluído no passado): “No ano passado, Cristina comprou toda a coleção de CD’s do Legião Urbana.” Mais-que-perfeito (refere-se a um fato ocorrido no passado, anterior a outro fato também passado) “Quando a polícia chegou, o assaltante já fugira com o carro de um dos moradores da casa.”

Futuro – o momento do evento é posterior ao momento da fala. O futuro pode ser: Futuro do presente (refere-se a um fato futuro com relação ao momento presente): “Tenho certeza de que comprarei um carro japonês no próximo ano.” Futuro do pretérito (refere-se a um fato futuro com relação a um passado): “Eu tinha certeza de que compraria um carro japonês no ano passado, mas infelizmente não pude realizar meu desejo.”

Considerando-se as distinções de modo e tempo nos verbos, temos a seguinte distribuição:

Modo indicativo: presente (trabalhamos), pretérito imperfeito (trabalhávamos), pretérito perfeito (trabalhamos), pretérito mais-que-perfeito (trabalháramos), futuro do presente (trabalharemos), futuro do pretérito (trabalharíamos).

Modo subjuntivo: presente (trabalhemos), pretérito imperfeito (trabalhássemos), futuro (trabalharmos).

Modo imperativo: presente afirmativo (trabalhemos), presente negativo (não trabalhemos)

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