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Romantismo - Parte I

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Introdução
O Romantismo pode ser definido como escola literária a partir dos últimos 25 anos do século XVIII. A Alemanha é o local onde surge esta tendência, onde Goethe escreve Werther, em 1774, uma obra que apresenta o sentimentalismo romântico e escapismo pelo suicídio, característica da época. Também escreve Fausto, obra que narrava a história do homem que vendia a alma ao Diabo em troca de conhecimento. Schiller publica os salteadores, em 1781, reapresentando o passado histórico e também escreve Guilherme Tell, a respeito de uma personagem que se torna herói nacional, lutando pela independência.
Na Inglaterra, aonde o Romantismo chega depois da Alemanha, manifesta-se nos primeiros anos do século XIX, com destaque para Lord Byron, com sua poesia ultra-romântica, o teórico do spleen (baço, de onde provinha o humor). Walter Scott escreve Ivanhoé, em 1819, romance histórico.
Momento histórico

1. Revolução industrial - produção de bens de consumo, especialmente têxteis, e a energia a vapor. Cresce a concorrência, a indústria de bens de produção se desenvolve, as ferrovias se expandem; surgem novas formas de energia, como a hidrelétrica e a derivada do petróleo. O transporte também se revoluciona, com a invenção da locomotiva e do barco a vapor.

2. Independência dos EUA (1776) – os ideais de independência (muito por conta da economia) provocaram o sentimento de libertação da Inglaterra, que obrigava a colônia a comercializar apenas com a metrópole.

3. A Revolução Francesa – Robespierre e companhia concluem o movimento de derrubada do regime monarquista, guilhotinando Luis XVI e Maria Antonieta. Houve também a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.

4. Ascensão e queda de Napoleão Bonaparte – herói da revolução, hábil estrategista foi galgando postos até ser auto proclamado Imperador. Sua vontade de dominar o mundo fez países tremerem e revidarem. Ironicamente contribuiu para o progresso brasileiro.

5. A vinda da família real ao Brasil – pressionados pela iminente invasão francesa e com o “apoio” da Inglaterra, D. João VI (na época ainda príncipe) parte numa viagem de quase dois meses, chegando à Bahia, depois ao Rio de Janeiro.

6. Retorno de D. João VI a Portugal, independência do Brasil e governo de D Pedro II. D. Pedro I, meio entediado e pressionado pelos brasileiros declara independência, enfrenta resistência portuguesa e depois brasileira por conta de um governo autoritário e pouco preocupado com os brasileiros. Parte para Portugal a fim de manter a filha no trono. Consegue e logo falece, aos 34 anos. O país passa pelo período de regências até D. Pedro II assumir o trono aos 14 anos e meio.

Sugestões de filmes: O patriota (uma bela propaganda ianque de sua independência); Os miseráveis (antes, durante e depois da Revolução Francesa), Carlota Joaquina, princesa do Brasil (visão bem-humorada e até exagerada da vinda da família Real ao Brasil)

Música: (mais antigos representantes) - Robert Schumann, Frédéric Chopin, Franz Liszt e Richard Wagner (contemporâneos) - Guilherme Arantes, Djavan e Vanessa da Mata.

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