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Média aritmética no país?

Por: | 12:40 Deixe um comentário

Nossa federação é composta por estados desiguais (não vejo conserto por um bom tempo ainda, quem sabe nos próximos dez anos, a depender de quem esteja no poder), econômica, geográfica e preconceituosamente falando, para começar. Desenvolvimento de um país deve levar em consideração a diferença de cada localidade, seus tipos humanos, educação, aspectos culturais e geográficos; nada que não tenhamos estudado, aprendido e pensado na escola regular ou da vida.

Por falta de assunto, "intriga da oposição", marcação de terreno por aliados (!) partidários ou até sinceridade descuidada, subentendeu-se que investimentos em Pernambuco nas obras remediativas e preventivas às catástrofes naturais foram excessivos? Está claro que a teia não é feita só por este fio. Considera-se o estado de origem de Fernando Bezerra Coelho, o governador deste, a presidenta, partidos sedentos pela vaga de FBC no Ministério e algum outro fator que me foge à mente. No entanto há um que entendo como importante a ser analisado: um torcer de nariz para determinada região, ou estado.

O eixo desenvolvimentista durante décadas passou apenas pelas regiões Sul e Sudeste. As demais regiões ficavam com "os restos" ou rompantes de algum executor passado. Isto, é óbvio, resultava no enfraquecimento dos estados. Pernambuco vem tendo crescimento econômico três vezes maior que o nacional (segundo o IBGE), ampliou e fortaleceu sua presença política no cenário nacional e só comprovou que possui pessoas capazes, como em qualquer outro lugar do país podem ser encontradas. A política é ciência humana, sempre haverá discussões (sadias ou não); a democracia pode não ser perfeita, mas de longe é o melhor sistema de governo para uma nação.

Nesse pensamento, a imprensa de todas as esferas é responsável pela divulgação de fatos, apresentação de notícias de maneira a informar, não deformar, separar joio do trigo, ser auxiliadora do processo democrático e não maquiavélica, maniqueísta. Há colunas de opinião nos periódicos, elas devem permanecer fazendo seu papel, no entanto olhar só por esse prisma opinioso limitará nossa consciência cidadã. Não há obrigatoriedade em concordar com o que escrevo, porém sejamos maduros para provar o que se escreve, nos dizem e ficar com o que é bom para todos, não satisfazendo egos ou pretendendo só "vender informação".

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