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Da Superinteressante.

O resgate do cocô

Desenvolver modos de produção circulares, em que até nossos resíduos são reaproveitados, é a única forma de poupar o meio ambiente

por Cristine Kist
Há três mil anos, quando um chinês ia jantar na casa de um amigo, ele obrigatoriamente tinha que ir até o quintal desse amigo e fazer um "número dois" por lá mesmo. É que a etiqueta da época dizia que era feio comer na casa de alguém e não "devolver os nutrientes". Faz tanto sentido que, atualmente, o arquiteto William McDonough e o químico Michael Braungart trabalham para trazer essa ideia de volta à moda, desenvolvendo e divulgando modos de produção circular, em que os resíduos - inclusive o cocô - são usados para criar novos produtos tão bons quanto os originais.

Hoje, quando você puxa a descarga, está automaticamente usando um monte de água potável para enviar tudo para o esgoto, e o cocô provavelmente acabará despejado num rio. Às vezes, no mesmo rio de onde vem a água da sua torneira. É um processo linear, em que a indústria gasta matéria-prima e energia para produzir a lasanha congelada que mais tarde vira o seu cocô, e o seu cocô vira só um monte de lixo.

Baseados na proposta de McDonough e Braungart, pesquisadores do mundo inteiro têm procurado maneiras de aproveitar o nosso "número dois" de cada dia. Na cidade de Didcot, na Inglaterra, um projeto piloto já permite que 200 famílias aqueçam suas casas com biometano fabricado a partir de seu próprio cocô. Além de poupar o meio ambiente, eles economizam dinheiro. Uma ideia que cheira bem.
Tudo se transforma
Como reciclar o cocô para gerar energia, água e adubo

1. Quando os dejetos chegam à estação de tratamento de esgoto, a parte líquida e a sólida são separadas por decantação. A água é tratada e despejada em um rio.

2. A parte sólida é enviada para biodigestores anaeróbicos. Ali dentro, bactérias transformam a matéria orgânica em gás metano e CO2. As sobras são usadas como fertilizante.

3. Uma usina de biogás remove o cheiro e as impurezas do gás, deixando-o próprio para o uso doméstico.

4. O gás é enviado para a rede de distribuição normal e as pessoas podem usá-lo para cozinhar e no sistema de calefação. Na planta inglesa, esse ciclo se completa em 23 dias. 
Ler romances altera seu cérebro:
Altera para melhor, claro. Ler faz com que seu cérebro fique mais ágil na arte de compreensão do texto e ainda te transporta para dentro do corpo do protagonista. Transporta de verdade,biologicamente, como se você estivesse nadando, correndo ou fugindo.
Para descobrir, os pesquisadores da Universidade Emory convidaram 19 voluntários para o teste. Durante cinco dias, eles escanearam o cérebro de todos. A partir do sexto dia, os participantes começaram a leitura de Pompeii, de Robert Harris. Ao longo de nove dias todos tinham de ler 30 páginas por noite – e eles eram cobrados: para provar que liam mesmo, respondiam diariamente a questionários sobre a obra do autor inglês. E, todas as manhãs, eles tinham de ir até o laboratório para tirar imagens do cérebro. Ao fim do período de leitura, os cientistas ainda pediram a eles para que voltassem por mais cinco dias, para escanear outra vez o cérebro.
Bem, a maratona de exames de ressonância magnética serviu para mostrar o que acontece no cérebro de quem lê. Há um aumento entre as conexões no córtex temporal esquerdo, associado à capacidade de compreensão da linguagem. Mudanças em outras conexões sugerem ainda que o cérebro do leitor, durante um pensamento sobre a ação (durante ou após a leitura de um trecho), imite essa conectividade, como se a ação real. Ou seja, o simples fato de pensar em nadar, correr, ou pular pode desencadear as mesmas conexões neurológicas que uma atividade física.
“As alterações neuronais que descobrimos associadas com a sensação física e os sistemas de movimento sugerem que ler um romance pode transportar você para o corpo do protagonista”, explica Gregory Berns, um dos autores da pesquisa. “Nós já sabíamos que boas histórias podiam colocar você no corpo de alguém, no sentido figurado. Agora estamos vendo que alguma coisa pode estar acontecendo biologicamente”.
Os pesquisadores só não sabem dizer por quanto tempo, após o fim da leitura, esses efeitos permanecem. Pra não perder nada, melhor, então, ler um livro atrás do outro.

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