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Triste, perverso, porém esperado:

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Ideologia fazendo o que é de sua natureza abominável:

“Abortistas e atirador da Planned Parenthood são apenas dois lados da mesma moeda”
Veja como a esquerda distorceu o caso para culpar as pessoas pró-vida
O escritor Matt Walsh publicou no dia 30 de novembro um artigo no site americano The Blaze que mereceu a tradução deste blog.

É longo, mas vale cada linha, ainda que você eventualmente discorde de alguma coisa. Leia:

“Abortistas e atirador da Planned Parenthood são apenas dois lados da mesma moeda”

Na sexta-feira, 27 de novembro, um homem chamado Robert Dear atirou em várias pessoas em uma clínica de abortos da Planned Parenthood, no Colorado.

Tragicamente, três delas foram mortas, incluindo um heroico e incrivelmente corajoso policial cristão pró-vida. Dois civis também foram assassinados. Outros nove foram feridos no ataque, e a maioria deles eram policiais. Nenhum trabalhador do aborto foi morto. Presumivelmente, bebês não nascidos perderam, em certo número, suas preciosas vidas no prédio naquele mesmo dia, mas eles jamais terão um nome e não haverá velório para eles.

Pode não ser surpresa para você que eu tenha algumas coisas a dizer sobre tudo isso:
O atirador é louco, não pró-vida

A esquerda, de modo previsível [como este blog apontou no Twitter no dia do ocorrido], transformou esse ataque absurdo a policiais e civis em uma oportunidade para indiciar cristãos, brancos e pró-vida, apesar do fato de que religião, raça e política não têm nada a ver com isso. O que quer que Robert Dear seja ou não seja, sabemos que ele é antes de tudo um recluso perturbado, que viveu por um período em uma cabana sem água ou eletricidade na Carolina do Norte e que se registrou para votar como uma mulher sem filiação partidária.

Seus vizinhos afirmam que ele era um homem bizarro, um esquisitão despenteado que não conseguia ter conversas inteligíveis. Um conhecido chegou a dizer que Dear “não batia bem da cabeça”. Em outras palavras, ele é maluco.

Nem todo mundo que comete atrocidades pode ser chamado maluco, mas esse homem faz jus ao rótulo. Ele é um caso típico de maluco, de cabo a rabo, com as tradicionais expressões faciais de lunático, cabana na floresta, e tudo o mais que vem no pacote.




Fotogafia de Robert L. Dear, o suspeito dos ataques à Planned Parenthood no Colorado, que deixaram três mortos. Foto publicada pelo Departamento de Política do Colorado

A polícia diz que Dear mencionou “partes de bebês” aos investigadores após o ocorrido, mas eles também afirmam que ele andava de um lado para outro dizendo coisas desconexas. Ele não tem um histórico de ativismo pró-vida e sua ex-mulher deixou claro que o aborto “não era tema de discussão” na casa deles. Parece, então, que o fato de a polícia, até o momento da elaboração deste artigo, não ter revelado detalhes abrangentes sobre as motivações do crime talvez seja porque os próprios motivos são psicóticos e confusos. Mesmo assim, esquerdistas entusiastas do aborto não se furtaram a cantar vitória alegremente como se algum ponto que eles defendem tivesse sido provado pela explosão violenta e aleatória de um ermitão paranoico.

Poucas horas após a divulgação da notícia, meu Facebook e meu Twitter estavam congestionados com esquerdistas que não aguentavam esperar para me informar que eu era culpado pelo tiroteio. Como eles diziam, eu deveria “me sentir culpado” e ser “responsabilizado” por “incitar” violência ao me opor abertamente à prática da Planned Parenthood de triturar os crânios de bebês humanos (para não falar do problema logístico que é saber como um excêntrico morador da floresta, sem acesso a eletricidade, poderia ser incitado por blogueiros da internet).



Abortistas culpam o autor pró-vida na internet. Quem quiser ver exemplos disso em português, basta inserir as palavras “atirador Planned Parenthood” na busca do Twitter

Naturalmente, a própria Planned Parenthood não esperou que os corpos esfriassem para colocar a culpa nos “extremistas” pró-vida.

O candidato democrata à presidência dos EUA Bernie Sanders e o governador do Colorado, e muitos outros democratas e liberais adoradores do aborto, também trouxeram à tona suas explicações de como a “retórica” dos conservadores e republicanos deu ensejo a esses eventos.

Hillary Clinton rapidamente politizou o incidente e declarou sua decisão de “se unir em defesa” dos matadores de bebês.

Muitos esquerdistas gritaram histericamente sobre uma epidemia imaginária de “terrorismo antiaborto”, o que parece estranho, tendo em vista que a violência antiaborto está em uma fase historicamente baixa.

O Huffington Post, em um dos artigos mais capengas que eu já vi de propaganda manipuladora disfarçada de notícia, anunciou o “retorno do terror antiabortista”, e acompanhou a manchete com a foto de uma histriônica batista de Westboro, tirada sete anos atrás, e que não tem nada a ver com a notícia.



Eu notei que, entre os progressistas, não há qualquer preocupação verdadeira com o policial heróico que perdeu a vida em ação, e tampouco pelos civis mortos. Enquanto três famílias estão enterrando seus entes queridos, a esquerda dos Estados Unidos está preocupada como sempre em enterrar o movimento pró-vida. Mas Robert Dear não tem qualquer associação com o movimento pró-vida. Não é um de nós. Ele é um maníaco. E ponto final.
É essencialmente desonesto demandar que os pró-vida “publicamente condenem” esses ataques.

Obviamente, é um mal horrível matar e mutilar inocentes. Obviamente, esse ato de assassinato em massa é indefensável, chocante, repreensível etc. Obviamente, Robert Dear deve ser preso para sempre. Obviamente os pró-vida condenam o que ele fez. Obviamente. Eu nunca ouvi nem o mais radical dos pró-vida (um número bastante pequeno, a propósito) sugerir, propor, encorajar ou aplaudir a morte de policiais e civis.

Isso é claro como água. E é claro porque, para começar, somos pró-vida.

Além disso, não há uma lógica nisso. Nem mesmo a lógica militante. Mais que isso: ataques fatais a clínicas de aborto e a abortistas são extremamente, extremamente, extremamente raros. Usando cálculos esquerdistas, houve oito assassinatos perpetrados por ativistas antiaborto em 40 anos. Enquanto isso, mais de 50 milhões de bebês foram assassinados por meio de aborto durante o mesmo período.


50 milhões.


50 milhões a 8.


Eu digo de novo: 50 milhões a 8.


50 milhões a oito.


É como se 1.7 trabalhador do aborto fosse morto para cada 10 milhões de bebês que eles matam.

A Planned Parenthood sozinha executa em torno de 900 bebês TODOS OS DIAS.

Para colocar isso na perspectiva correta, a Planned Parenthood trucidou 100 vezes mais bebês em um dia do que os alegados “ativistas antiaborto” mataram em 14 mil dias.

E NÓS é que temos de ir à frente das câmeras e fazer voto de não violência? NÓS é que temos de ser vistos condenando o assassinato, como se houvesse qualquer questionamento, de qualquer tipo, sobre qual é nossa posição sobre o assunto?

É a indústria do aborto que executa a maior parte dos assassinatos na Terra. Em torno de 430 mil pessoas são mortas todo dia no mundo, sem contar os não nascidos. A indústria do aborto assassina mais de um milhão, só nos Estados Unidos.

Captou? A indústria do aborto neste país mata duas vezes o número de pessoas assassinadas por ano no mundo inteiro. Mas se um tiroteio acontece na clínica de assassinato Planned Parenthood, de repente nós do lado de cá é que temos de provar nossas credenciais antiassassinato?




Ativistas antiaborto seguram um cartaz opondo-se ao financiamento federal à Planned Parenthood, na frente do Capitólio, em 28 de junho de 2015, em Washington, DC

A metade do país se identifica como pró-vida, mesmo com os abortistas exterminando um milhão de crianças americanas anualmente.

Se existisse alguma minoria significativa de pró-vidas violentos; se o assassinato fosse visto como minimamente aceitável por qualquer porção da população pró-vida; se o “terrorismo antiaborto” fosse um problema real; aí, sim, haveria muito mais do que oito abortistas mortos nas últimas quatro décadas.

Ao que parece, apenas George Tiller, o odioso abortista assassino de bebês maduros que trucidou sem dó milhares de crianças viáveis e plenamente desenvolvidas, foi um trabalhador do aborto assassinado por um oponente do aborto neste século.

Apenas ele. Um. E ele foi o ser humano mais perigoso, cruel e sanguinário que já viveu.

À luz desse fato, está claro que os trabalhadores do aborto podem ir para seus trabalhos e matar bebês, e fazer dinheiro, e andar à solta em público, e eles ainda têm uma chance maior de ser atingidos duas vezes por um raio enquanto são devorados por um cardume de piranhas do que ser mortos por um “extremista pró-vida”.

A metade do país vê essa gente como assassinos em série de crianças, mas mesmo assim eles permanecem basicamente sãos e salvos. Esse fato incrível aponta para o profundo pacifismo e autocontrole/contenção dos pró-vida.

Os pró-aborto deveriam estar cantando hinos de louvor ao nosso compromisso com a paz – um compromisso que permanece intacto mesmo em face da brutalidade e violência deles – em vez de ficar esperando ansiosamente pela ocorrência da “violência antiaborto” uma vez a cada década.

O método como um todo é para lá de absurdo. Os pró-vida não devem se alimentar dele, aderir a ele ou reforçar a narrativa o mínimo que seja. Não temos nada que provar. Nós, pró-vida, mais do que qualquer outro grupo no mundo, temos demonstrado nossa oposição ao assassinato de modo consistente e zeloso. Nós, na verdade, temos dedicado nossas vidas a essa mensagem. Não pode haver dúvida na mente de qualquer pessoa honesta sobre nossa posição sobre o tema. Qualquer um que finja ter dúvidas sobre isso está mentindo, pura e simplesmente.
Não há nada mais doentio do que escutar os abortistas reclamarem que as pessoas os odeiam.

Muitos esquerdistas, incluindo cartéis abortistas como a Federação Nacional do Aborto, têm demandado aos pró-vida que “baixem o tom” da sua retórica em resposta a esse ato maligno. Abortistas e executivos da Planned Parenthood passaram o fim de semana reclamando chorosos dos malvados velhos pró-vida que são supostamente tão “odiosos” e “raivosos” e “inflamados” todo o tempo.

Até mesmo Ben Carson concordou que a “retórica do ódio” nos “dois lados” teria “exacerbado a situação”. É uma coisa colossalmente estúpida de se dizer, especialmente vinda de um republicano pró-vida, considerando que a “retórica pró-vida” fundamentalmente consiste em promover a santidade da vida e apaixonadamente se opor à destruição de uma vida inocente.

Deveria haver menos que isso em resposta a um assassinato? Nós teríamos que ser menos apaixonados na defesa de uma vida inocente quando a vida inocente é destruída? Deixe-me ver se entendi: alguém matou porque nós dissemos que não se deve matar, então agora a gente tem de parar de criticar as pessoas que matam e aí as pessoas não vão mais matar? Isso é um ponto de vista tão incoerente que não daria nem sequer para tentar levar adiante.

A Planned Parenthood mata bebês. A Planned Parenthood vende partes de bebês mortos. A Planned Parenthood é um conglomerado podre, corrupto, depravado, vil, nojento e brutal de assassinos inclementes e mercenários.

Dizer isso é verdadeiro e necessário e a última coisa que eu vou fazer é “baixar o tom”, ou dar um tempo no que tenho a dizer a eles porque algumas pessoas inocentes foram assassinadas em um dos seus estabelecimentos. Pessoas inocentes são assassinadas nos seus estabelecimentos TODOS OS DIAS e é EXATAMENTE POR ISSO que eu digo o que digo e vou continuar dizendo tão alto e claro quanto puder.



Ativistas carregam cartazes opondo-se ao financiamento federal à Planned Parenthood, em frente ao Capitólio, em 28 de julho de 2015. Contudo, não passou no Senado a lei que propunha a retirada dos financiamentos

O “ódio” dos pró-vida é geralmente um ódio ao ato de matar bebês. Sim, eu realmente odeio o aborto. Sim, eu tenho raiva disso. Sim, eu quero instigar e provocar quando eu discuto sobre o aborto porque minha intenção é provocar uma paixão pela proteção da vida inocente. Não, nada disso vai mudar, nunca, de jeito nenhum. Do lado deles, os fanáticos do aborto odeiam os pró-vida pessoalmente. Eles odeiam o Cristianismo. Eles odeiam bebês. Eles odeiam a vida.

O ódio deles é do tipo que destrói a alma e dissolve a consciência humana. Nós odiamos o que é mau. Eles odeiam o que é bom.

Uma vez deixando isso claro, não tenho intenção de me esconder das realidades desabonadoras.

Vou admitir – e não posso falar por todos – que algumas vezes eu posso ter sentido ódio pelos próprios abortistas. Sendo cristão, sei que isso é errado. Cristo nos disse para não odiar, eu reconheço. Mas às vezes, quando um homem realiza o mais abominável e flagrante dos males, ele pode evocar um desgosto profundo nos corações dos outros.

Os que sentem isso devem rezar para serem curados, mas eu simplesmente não posso tolerar esses abortistas se passando por chocados e ofendidos que outros seres humanos possam sentir profunda animosidade em relação a eles, porque eles regularmente massacram crianças preciosas.

É como um nazista perante o tribunal, em Nuremberg, repreendendo a sociedade por odiá-lo. Sim, nós devemos sempre odiar o pecado e não o pecador, mas quando o pecado é abominável, o pecador simplesmente não tem o direito de ficar nos dando sermão sobre nossos sentimentos.
O tiroteio na Planned Parenthood somente prova que a Planned Prenthood é maléfica.

Falando em retórica, se alguém tem de “baixar o tom” é provavelmente o lado cuja retórica explicitamente justifica o extermínio de seres humanos. São eles que degradam o valor da vida humana e criam, como a Parenthood afirmou, um “ambiente tóxico”.

Eles espalham violência e ódio, vendem como produto, usam como ferramenta e já ganharam negócios de bilhões com isso.

Se alguém fez esse louco achar que seria OK matar pessoas na Planned Parenthood, foi exatamente a Planned Parenthood. Pelo amor de Deus, esses prédios são desenhados para matar. Quem está sendo ambíguo aqui?

Se as escolhas de Robert Dear provam alguma coisa sobre os pró-vida, é exatamente que estamos certos: o assassinato é um mal.

É por essa razão que nos opomos à Planned Parenthood – porque ela mata, e matar é mau. É um mal quando se matam adultos que têm nomes e empregos e registro social, e página no Facebook, e todo mundo sabe que é um mal. Você está tirando algo que todos sabem que você não tem o direito de tirar. Você está acabando com uma vida que todos querem chamar de vida.



Um edifício da Planned Parenthood, em 5 de agosto de 2015, em Nova York. A instituição recentemente ficou sob fogo cerrado dos Republicanos, após vídeos mostrarem diretores da Planned Parenthood discutindo a venda de partes de fetos abortados

Mas as vidas que foram ceifadas na frente do prédio não são de qualquer modo nem mais nem menos humanas do que as que foram exterminadas dentro dele. Nossa humanidade não existe em um espectro. A vida humana não é adquirida em graus. Você não ganha um pouco mais de vida a cada passo do caminho, como medalhas de mérito dos escoteiros. Vida é vida. Assassinato é assassinato. É esse o nosso ponto de vista como pró-vida.

Nós nos opomos a Robert Dear pela mesma razão por que nos opomos ao abortista, e ao abortista pela mesma razão que a Robert Dear.

Nós nos manifestamos contra o assassino que usa um rifle no hall de entrada pela mesma razão que nos manifestamos contra o assassinato que usa um bisturi e um tubo de sucção no final do corredor, na sala três.

Como pró-vida, nós afirmamos que a vida do Policial Garrett Swasey foi bonita, cheia de propósito e significado, do mesmo modo que afirmamos que as vidas daquelas crianças eram bonitas, tinham significado e propósito. Destruir e descartar qualquer uma delas é uma afronta e uma tragédia que gritam a Deus por justiça.

Então enquanto Robert Dear nos proporcionou mais uma ilustração de por que é mau ser um atirador assassino, ele também nos deu uma demonstração de por que é mau ser um abortista. O que faz um maléfico é o mesmo que faz o outro maléfico. São distinguíveis apenas em termos de estilo, volume e popularidade.

A Planned Parenthood gostaria de fingir que Robert Dear revela algo somente sobre a causa pró-vida, mas isso é claramente inverídico. Ele certamente não fez o que nós fazemos ou o que encorajamos outros a fazer, porque tudo o que fazemos é lutar para acabar com o massacre e vitimização dos inocentes, e instamos outros a fazer o mesmo. Ele não seguiu nossa sugestão nessa questão. Não. Ele seguiu a sugestãodeles. Ele fez o que eles fazem, e é por isso que eu detesto as ações dele e as deles, e porque aqui se tratam de dois lados da mesma repulsiva moeda.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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