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Um caminho aos vereadores de São Lourenço da Mata: Faltam qualidades importantes.

Por: | 21:12 Deixe um comentário

É verdade que a condição mínima de um edil é saber ler e escrever, quanto ao grau de escolarização. Embora assim possa acontecer, não há nenhuma obrigação mínima ou ampla em votar / ter alguém ocupando uma cadeira das quinze na Casa Jair Pereira sem entender bem (mesmo) o que se escreve, o que se propõe, o que se aprova.

Vereadores não vão comprar um quilo de arroz no mercado, nem vão contar piadas, nem apenas "expor a figura" na Câmara (e eles podem fazer isso, mas não é prerrogativa da função no local de trabalho, além disso não é preciso tanto esforço intelectivo para tal). São pessoas que decidem, aprovam, reprovam, corrigem, fiscalizam, analisam leis e requerimentos. Levam voz popular à tribuna, falam da conjuntura na cidade e o que ocorre nos bairros.

É claro (e preciso escrever, para que não seja julgado equivocadamente e se assim for depois do esclarecimento, só reputo como desonestidade intelectual) que considero outros fatores como experiência, decência, vontade, etc. Nem desconheço nem anulo os tais. Considero-os já existentes ou latentes em quem pleiteia a Casa Legislativa, no entanto isso não é o suficiente.

A grandes responsabilidades, tarefas nobres como essas, devemos ter pessoas melhor capacitadas. Fazendo uma comparação guardada em sua proporção, é como um médico que apesar do conhecimento, escreve uma receita ininteligível, fazendo com que o medicamento comprado na farmácia seja o errado - podendo levar o paciente à sequelas, morte.

Não se "mede" pelo piso quem vai estar lá, mas pelo teto. Se assim não concordarmos, continuaremos na mesma ladainha psicológica totalmente justificada - por nossas escolhas sofremos, por nossas opções reclamamos, por nossa vontade as coisas andarão como não queremos.

O fim do post traz reportagem que reitera o que se escreveu:

No Brasil, apenas 8% têm plenas condições de compreender e se expressar

Foi isso mesmo que você leu no título: apenas 8% das pessoas em idade de trabalhar são consideradas plenamente capazes de entender e se expressar por meio de letras e números. Ou seja, oito a cada grupo de cem indivíduos da população.
Eles estão no nível "proficiente", o mais avançado de alfabetismo funcional em um índice chamado Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional).
Um indivíduo "proficiente" é capaz de compreender e elaborar textos de diferentes tipos, como mensagem (um e-mail), descrição (como um verbete da Wikipedia) ou argumentação (como os editoriais de jornal ou artigos de opinião), além de conseguir opinar sobre o posicionamento ou estilo do autor do texto. 
Também é apto a interpretar tabelas e gráficos como a evolução da taxa de desocupação (veja que tipo de gráfico é nesta notícia) e compreende, por exemplo, que tendências aponta ou que projeções podem ser feitas a partir desses dados. 
Outra competência que o "proficiente" tem é resolver situações (de diferentes tipos) sendo capaz de desenvolver planejamento, controle e elaboração.
Numa situação ideal, os estudantes que completam o ensino médio deveriam alcançar esse nível -- no Brasil, o ensino médio completo corresponde a 12 anos de escolaridade.
Para a professora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Ana Lúcia Guedes-Pinto, essa defasagem reflete as desigualdades socioeconômicas históricas no país e aponta para a necessidade de mais investimento na educação básica e pública. 
"Ainda não atingimos [bons] níveis de alfabetismo", diz a docente do departamento de ensino e práticas culturais da Faculdade de Educação. "[Os proficientes] ainda é um grupo muito pequeno, de elite", completa Guedes-Pinto.
Há cinco níveis de alfabetismo funcional, segundo o relatório "Alfabetismo e o Mundo do Trabalho": analfabeto (4%), rudimentar (23%), elementar (42%), intermediário (23%) e proficiente (8%). O grupo de analfabeto mais o de rudimentar são considerados analfabetos funcionais. 
O estudo foi conduzido pelo IPM (Instituto Paulo Montenegro) e pela ONG Ação Educativa. No conjunto, foram entrevistadas 2002 pessoas entre 15 e 64 anos de idade, residentes em zonas urbanas e rurais de todas as regiões do país.
(http://educacao.uol.com.br/noticias/2016/02/29/no-brasil-apenas-8-escapam-do-analfabetismo-funcional.htm)

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