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Politicamente correto, desgraça da humanidade:

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ANÁLISE: O preço da omissão se 

conta em cadáveres


Blog examina casos de Rio de Janeiro, Orlando, San Bernardino,
Bengasi e... Netflix

Por: Felipe Moura Brasil 19/06/2016

I. Rio de Janeiro x Netflix
No episódio 11 da segunda temporada da tensa e divertida série americana “The Following”, disponível no Netflix, comparsas de Lili Gray cumprem o plano da serial killer e, embora sejam mortos em ação, ajudam um de seus filhos gêmeos assassinos Luke a escapar do hospital onde ele estava sob custódia do FBI após apanhar feio do agente Mike Weston, parceiro do protagonista Ryan Hardy (Kevin Bacon).
Comum na ficção de suspense, a cena do resgate de um criminoso ferido em alguma instituição de saúde virou realidade no calamitoso Rio de Janeiro neste domingo, quando mais de 20 bandidos armados com fuzis, pistolas e granadas invadiram o Hospital Souza Aguiar, no Centro, e resgataram o traficante baleado em confronto com a polícia Nicolas Labre Pereira de Jesus, o Fat Family, irmão de Marco Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor, um dos maiores líderes da facção Comando Vermelho (CV).
Na série americana, o grupo de Lili Gray primeiro ataca pessoas aleatoriamente numa padaria, e dois de seus comparsas se disfarçam entre as vítimas sobreviventes levadas justamente para o hospital mais próximo, onde Luke estava internado. Quando Ryan Hardy descobre o plano da serial killer de infiltrá-los para salvar o filho, a ação já está em andamento e só a fuga dos comparsas ele chega a tempo de impedir.
No Rio calamitoso, como VEJA revelou, a Polícia Civil avisara na noite de quinta-feira (15) ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da secretaria de segurança pública de que havia um plano para resgatar Fat Family, mas nada foi feito e o preço da omissão foi trágico: Ronaldo Luiz Marriel de Souza, filho de um oficial da Marinha que estava na unidade esperando atendimento morreu, e um PM e um enfermeiro foram baleados. Dois policiais militares apenas faziam a escolta do bandido.
VEJA descreve a cena de suspense da vida real carioca:
“Segundo testemunhas, os bandidos chegaram em pelo menos quatro carros por volta das 3h e renderam o dono de uma barraca de doces. Ele foi feito de escudo humano. Logo que invadiram o hospital atirando e arremessando granadas, os criminosos foram em direção ao sexto andar, onde Fat Family estava internado. Com uma enfermeira feita de refém, eles chegaram à sala onde o traficante estava internado.
Para se ter ideia da falta de controle sobre quem o visitava, várias fotos feitas com telefones celulares de visitantes começaram a pipocar nas redes sociais nos últimos dias. Os bandidos deixaram um rastro de violência no hospital de referência no atendimento de emergência da cidade que vai ser a sede da Olimpíada daqui a 45 dias.
Detalhe: a unidade fica a cerca de um quilômetro do Batalhão de Choque da PM e da sede da Polícia Civil, e a 500 metros do prédio da secretaria de segurança, onde trabalha diariamente o secretário José Mariano Beltrame.”
A PM alegou que o aviso recebido se referia a outro bandido hospitalizado, cujo nome não foi informado “por questões de segurança”. Aham. Sei. Como se fosse preciso, em primeiro lugar, haver alerta de plano de fuga para haver escolta suficiente contra o resgate do irmão de um chefe do CV.
Como fica evidente no desabafo de um sargento, o descaso é total:
A propósito: O Rio decretou estado de calamidade para receber cerca de R$ 3 bilhões do governo federal, inclusive para a Segurança Pública, mas, em concessão de isenções fiscais a empresas camaradas, jogará fora R$ 8,7 bilhões neste ano. O cidadão sempre paga o pato, não raro com o próprio sangue.
II. Bengasi
Nas semanas anteriores ao ataque perpetrado por aliados da Al-Qaeda em 11 de setembro de 2012 ao complexo do consulado dos EUA em Bengasi, na Líbia, e durante o ataque, o Departamento de Estado então comandado pela atual candidata de esquerda à presidência, Hillary Clinton, também foi avisado da ameaça, em pedidos de socorro e reforço de segurança, mas nada foi feito e o preço da omissão foi igualmente trágico: quatro americanos morreram, incluindo o embaixador Christopher Stevens.
O ataque ocorrido durante o período eleitoral nos EUA contrariava os discursos de Obama de que a Al-Qaeda estava vencida, de modo que seu governo preferiu mentir à população culpando o autor de um vídeo do Youtube crítico ao profeta Maomé como responsável por insuflar um mero “protesto” que acabara fugindo ao controle.
A alegação foi logo desmentida pela revelação de e-mails que provavam o conhecimento do governo sobre o caráter terrorista do ataque, antes, durante e depois.
III. Orlando
Por duas vezes, o FBI chegou a investigar Omar Mateeen, o muçulmano americano que declarou fidelidade ao Estado Islâmico ao matar 49 pessoas e ferir mais de 50 em uma boate gay de Orlando neste mês de junho de 2016:
1) Em 2013, colegas de trabalho no tribunal St. Lucie County, onde Mateen era um guarda de segurança, relataram que ele se gabava de conhecer membros da Al-Qaeda, dizia ser um membro do Hezbollah e também contara que conhecia comparsas dos irmãos Tsarnaev, responsáveis pelas explosões na Maratona de Boston daquele ano. Ele dissera ainda que esperava que a polícia invadisse sua casa e maltratasse sua família para que ele pudesse se tornar um “mártir”.
O FBI usou então informantes, conduziu vigilância sobre Mateen, monitorou suas comunicações electrônicas e entrevistou-o duas vezes, sendo que, na segunda entrevista, Mateen alegou só ter feito os “comentários inflamatórios” para irritar seus colegas. Resultado: os investigadores encerraram o caso, pois as alegações de vínculos com terroristas soaram caricatas e eles não haviam encontrado nada suspeito.
2) Em 2014, o FBI o investigou pela segunda vez quando seu nome surgiu na rede de Moner Abu-Salha, cidadão da Flórida que se tornou um homem-bomba na Síria; mas a investigação foi novamente fechada com a conclusão de que os dois homens se conheciam de passagem, mas não tinham uma conexão estreita.
No momento do massacre em Orlando, Mateen não estava sob vigilância dos agentes.
Seus aparentes sintomas de psicose não haviam levado ninguém a conduzi-lo a um psiquiatra ou hospício, já que o reconhecimento da existência da loucura caiu em desuso com o ativismo antimanicomial inserido na luta inconsequente por “direitos”.
Apesar de uma vida repleta de ameaças e tumultos, ele só foi parado pela polícia após a quinquagésima vítima fatal. Na “gun-free-zone” da boate gay, não havia ninguém para interrompê-lo antes.
IV. Politicamente correto
Questionado na quinta (19) por Megyn Kelly, da Fox News, sobre os motivos pelos quais o FBI deixa essa gente escapar de seu radar, o ex-diretor do FBI de Nova York James Kallstrom respondeu o que este blog aponta há anos:
“Tire esse cobertor molhado do politicamente correto das costas da aplicação da lei, das costas do FBI.”
Kallstrom exemplificou as restrições enfrentadas pela polícia federal americana sob o governo de Barack Obama:
“Eles não podem sair farejando qualquer coisa que tenha a ver com muçulmanos. Eles não podem andar pelas mesquitas. Eles não podem fazer coisas que normalmente fariam. Eu não estou falando de coisas para além do esperado. Estou falando do que normalmente seria feito. Mas as ordens vieram de cima para baixo: da Casa Branca.”
V. Mesquitas
Em janeiro (e junho) de 2015, após os ataques terroristas que mataram 130 pessoas em Paris, este blog comentou as críticas do ex-prefeito republicano de Nova York, Rudy Giuliani, ao atual, o esquerdista Bill de Blasio, do mesmo Partido Democrata de Obama, pela irresponsabilidade de tirar os espiões da polícia das mesquitas radicais em nome do politicamente correto.
Agora, sabemos que o Departamento de Estado então comandado por Hillary Clinton bloqueou em 2011 investigações do FBI iniciadas na mesquita frequentada por Mateen quando ela era suspeita de vínculo com um movimento islâmico mundial conhecido como Tablighi Jamaal, ligado a várias organizações terroristas.
O motivo: as investigações “injustamente centravam em muçulmanos”.
Da mesma forma, dias após o ataque que matou 14 pessoas em San Bernardino, na Califórnia, em dezembro de 2015, soubemos que o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) havia fechado um programa de rastreio que identificara a mesquita frequentada pelo terrorista Syed Farook como um centro de recrutamento de jihadistas.
Se o governo Obama não tivesse fechado programas desse tipo por pavor de ferir suscetibilidades muçulmanas, Mateen e Farook poderiam ter entrado definitivamente na lista de vigilância do FBI e ter sido contidos a tempo.
Segundo uma fonte da CBS nas investigações, Mateen chegou mesmo a postar mensagem de ódio no Facebook antes do ataque: “Vocês matam mulheres e crianças inocentes em ataques aéreos contra nós… agora sintam a vingança do Estado Islâmico”.
VI. Armas
Embora o controle rigoroso de armas em Paris, Bruxelas e no estado da Califórnia não tenha impedido ataques terroristas, Obama naturalmente preferiu culpar a falta de controle de armas para encobrir, como de costume, as próprias responsabilidades por medidas que facilitam o terror.
No Rio calamitoso, o “sociólogo” de esquerda disfarçado de secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, vinha usando o mesmo truque ao falar da violência que falhou em conter, como há anos comenta este blog.
Curiosamente, VEJA revelou vídeos de traficantes armados de fuzil AR-15 patrulhando a principal via de acesso do aeroporto do Galeão, porta de entrada da cidade olímpica. A arma é praticamente mesma portada por Mateen no ataque em Orlando e este blog garante que os traficantes não compraram no shopping.
Argumentar em favor da dificuldade de acesso que a proibição da venda legal de armas traz a criminosos dispostos a matar é apenas afetação política de bom-mocismo pelos motivos óbvios de que potenciais homicidas não têm por que respeitar meras leis de porte de armas e o mercado negro lhes é acessível em qualquer lugar.
O cidadão que respeita as leis é que perde o acesso legal ao seu direito de defender-se de bandidos e do Estado se e quando julgar necessário e prudente, de acordo com sua análise da situação específica e dos riscos que ela implica.
VII. Imprensa
Lamentavelmente, a imprensa omite quantas centenas de milhares de pessoas usam armas para se defender e salvar vidas anualmente nos EUA e não tem como mensurar a quantidade de vidas salvas, até porque o simples aviso residencial de “resposta armada”, por exemplo, pode dissuadir bandidos de invadir domicílios.
A vantagem de desarmamentistas no debate público, especialmente entre cidadãos de baixo nível de informação, advém justamente da superioridade dos cadáveres à mostra, em matéria de apelo emocional, a explicações abstratas ou mesmo matemáticas sobre tragédias que não aconteceram.
Como a imprensa também omite vídeos que captam ações bem-sucedidas de legítima defesa, as armas são vistas apenas como instrumentos do mal, usados pelos vilões, sejam eles bandidos ou policiais, já que demonizar a polícia também virou um dos esportes favoritos do jornalismo militante.
VIII. Descaso geral
Em qualquer sociedade, o descaso com vidas humanas nasce do descaso com a verdade dos fatos.
Para combater o primeiro, é preciso diariamente combater o segundo, antes que a realidade ganhe nova temporada de terror.
Felipe Moura Brasil

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