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Para o SLM na Política - âncora (foco) e Juventude:

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Já fiz essa observação elogiosa e a repito: a iniciativa da criação e andamento do grupo é importante pela relevância no assunto (nosso cotidiano e escolhas) e proximidade da discussão (eu moro, vivo aqui), então se o grupo é de São Lourenço, quero seguir a premissa de ponderar sobre a cidade. Componho também o Juventude Participativa, no "whatsapp", e outros canais, que pretendem tornar a discussão a esta fase da vida não só uma aprendizagem, mas também inserção verdadeira, pois eles não devem estar aí só para fazer número ou achar que a vida é uma especie de oba-oba até a exaustão.

O que há para a juventude que a faça sentir-se componente da cidadania em São Lourenço da Mata, entender-se importante mesmo, contribuir, ainda que com a pouca experiência, mas cooperar? Uma roda de capoeira, um bate-papo na praça, uma aula esporádica, dançar ritmos variados, acessar internet gratuita, coisas do gênero (tipo).

Agindo e pensando assim, a limitação é monumental. A pobreza intelectual impera. É uma espécie de gigante, com membros avantajados, voz estridente e cabeça de pigmeu. Falar de juventude imaginando só essas alternativas não só passa, mas também atesta a triste expectativa: serão eternamente jovens, sem maiores responsabilidades e se sobreviverem, serão aí uns adultos tantinhos medianos.

Aqui estou eu, mais uma vez (porque sobre o assunto juventude já escrevi em postagem), demonstrando que a ela não se dá real valor, não é levada à sério, ou no máximo, um instrumento de manobra, militância barulhenta, preenchedor de vazios eleitorais.

Escrevo isso não por torcer nem querer o pior (trato desse assunto com o jovens que convivo na educação, apontando mais que zoeira na vida), não sou dos que se comportam como o velho do Restelo:
- Na obra épica Os Lusíadas, Camões escreve de forma poética a saga dos portugueses em atravessar os mares, no caminho à Índia e suas especiarias. Lida na forma moderna, a aventura apresenta a capacidade de superação em meio a qualquer dificuldade. Escrita no século XVI, Luis Vaz de Camões queria exaltar a alma lusa, explicar de maneira narrativa a viagem de Vasco da Gama às Índias e as peripécias para conseguir seu intento. Na saída da armada, aparece o tal velho que estava entre a multidão que se despedia próximo à Torre de Belém. Este episódio do Velho do Restelo (localidade portuguesa) está nas estrofes 94 a 104. Ele representa a contestação da época contra as aventuras dos descobrimentos. Houve os que pensaram ser puro orgulho e simplesmente suicídio navegar a partes distantes do mundo; uma perda de recursos e homens.
O episódio ficou marcado até hoje entre os portugueses. A expressão passou a significar o mau agouro, a má-vontade e a falta de espírito de aventura, diante de projetos originais que necessitem de alguma ousadia e gastos de recursos.



Quando produziremos mais que bitolados e limitados habitantes (não que não haja quem tenha escapado disso, mas "nos dedos contamos" tais)? Assim que mudarmos de paradigma (padrão) com os mais novos e os demais quiça se inspirem ou envergonhados assumam nova postura.

Quase terminando, sem deixar a observação pertinente. O poder público (prefeitura, câmara e até o judiciário), que deve abrir bons espaços, não "fazer cabeças" - isso só deu prejuízo - para fincar seu compromisso com o intelecto dos jovens, é o maior contribuidor, no entanto, assim que procuramos o que fazem é igual à brisa - sopra e sopra, nada mais. Para não ser injusto ao passado, a mais importante iniciativa foi um encontro, já perdido no tempo, em que se pensou e proporcionou um parlamento juvenil, fato que não prosperou. Pena. Mais "surpresas" temos na atualidade, 2017. Nada. Desconfie muitíssimo da boa vontade sem atividade de qualquer um. 

Fico incomodado com diagnosticar algo sem dar o "remédio".
Resolver o imbróglio demorará décadas, porém o início seria como um Centro de Excelência (estou dando a dica aos vereadores e nem sou assessor, veja só! Já que o Executivo e Secretaria quanto a isso, tsc, tsc.). A coisa mais parecida com isso seria uma área com (com, não a) biblioteca e profissionais do ensino apenas comprometidos com o conhecimento, não com a militância.

O filósofo Olavo de Carvalho tem toda razão quando diz que esperar ficar rico, para depois tornar-se inteligente é de um nonsense (doideira) sem tamanho. E se jogo as pérolas, é por entender que nem todos são porcos - "pérolas aos porcos": expressão bíblica que significa dedicar algo bom a quem não quer ou não faz ideia do que recebe.

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