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Superfície no Planeta São Lourenço da Mata - a montanha pariu um rato:

Por: | 18:46 Deixe um comentário
"Parturient montes, nascetur mus" - frase em latim de Horácio, cuja tradução é o título do post, pode ser aplicada a anúncios cheios de pompa ou ênfase que, quando acontecidos, são pífios, decepcionantes, aquém do dito, escrito. É atribuída também uma história semelhante à expressão, nesse segundo exemplo, de Esopo, o parto da montanha:
contam a historinha que uma montanha começou a fazer bastante barulho e a comunidade achou que ela geraria um filho. Muitas pessoas vieram de longe à espera do que seria esse parto, cada qual dando palpite até que a montanha tremeu toda e após a rachadura surgiu... Um rato! Como é uma fábula, precisa da moral dela: Nem sempre as promessas magníficas dão resultados impressionantes.
Após três meses (sem contar os três anteriores, da transição), o teor propagandístico, as falas engajadas, as postagens dos entusiastas ainda soam semelhantes à campanha, embora ela tenha acabado há seis meses (outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro, março). E ambos os lados ora se questionam, ora se acusam a respeito e dificilmente (não me lembro, mesmo) se responde um questionamento de maneira racional, inteligente, acertada. As trocas são de impropérios, xingamentos, e a oratória chama a isso de falácia do espantalho, algo que já expliquei em postagem anterior.
O difícil a quem é militante, não cidadão, primeiro, é pensar com a cabeça, não com o fígado - este, segundo conhecimento antigo, por expelir a bile, o fel, algo amargoso e que, se misturado à carne, contaminaria a pré-refeição e a arruinaria. Lembro muito de minha avó, quando matava e tratava das galinhas, assim que retirava os órgãos, sempre alertava: "cuidado com o fé (fel), senão estraga a galinha". 
A coleta do lixo saiu, mas ainda imprecisa nos horários (limpeza urbana), as escolas têm dificuldades com turmas e horários, o ano letivo começou atrasado (educação); a iluminação tem sido mais no susto (alguém liga, reclama nas rádios, daí se corre para resolver), demonstrando falta de conhecimento no parque elétrico (serviços públicos); uma diretoria de cultura que ensina a fazer chocolate (e outras coisinhas), algo pequeno para um órgão desse quilate, quando o bom seria haver ao menos as diretrizes escritas e faladas de um inventário dos talentos, a própria Filarmônica negligenciada (que contrassenso!), se tivesse ocorrido, resolvido, motivo de orgulho seria, mas atualmente só gestos tímidos (educação - cultura).
Paciência, alguém pensará ou continuará dizendo. Em tudo, não, por gentileza. Portar-se às vezes como bobo é possível, de chacota, porém ser, a quem se sabe ser esperto, inadmissível. É coisa de mal-intencionado. Há setores que se não forem resolvidos já e com tudo nos conformes só trarão mais vexame, aumentarão o descrédito e mais: quem entrou na chuva, tem que se molhar, assim garantiram os que ingressaram na gestão, a não ser que o amadorismo ou a incapacidade intelectual sejam a tônica.

Imagens: metaforas.com.br

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