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DE GRAMSCI A JOESLEY: O DRAMA EXISTENCIAL DO BRASIL:

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A análise preliminar pós-fatos do dia 17 que se somam aos anteriores, relacionado ao futuro político-social no Brasil.

Por Filipe G. Martins.

I. AS CONSEQUÊNCIAS DA FALSA ESPERTEZA

Se os conselhos, as advertências e as inúmeras recomendações de ordem tática e estratégica oferecidas pelo Professor Olavo de Carvalho não tivessem sido recebidas com desdém e risinhos por aqueles que foram maliciosamente elevados, pela grande mídia e pela classe política, à posição de líderes das manifestações de rua, teríamos hoje um movimento popular pujante e bem posicionado para assumir as rédeas da situação e conduzir o país para fora da caos em que ele se encontra.

Como isso não ocorreu, tão logo a existência de gravações contra o Presidente Michel Temer e contra o Senador Aécio Neves seja confirmada (juntando-os aos petistas, nossos campeões da subversão e da criminalidade), seremos lançados numa situação de indecisão e de riscos muito elevados — teremos que lidar com "unknown unknowns". Mais uma vez, restará ao povão assistir tudo isso, bestializado e à distância, enquanto o estamento burocrático tenta criar um novo arranjo para preservar a sua própria pele e, é claro, manter o poder nas mãos dos mesmos grupos que nos governam desde a ascensão da chamada "nova república".

II. O QUE NOS ESPERA

Numa eventual queda do governo (seja por renúncia, seja por uma decisão do TSE ou do STF), aposto as minhas fichas que a primeira opção do estamento burocrático será colocar, por meio de uma eleição indireta, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso na presidência enquanto manobra para aprovar o parlamentarismo. Nesse cenário, Lula pode aparecer como alternativa proposta pelo PT e suas linha auxiliares. Caso essa opção se mostre inviável, eles tentarão emplacar alguns nomes alternativos (talvez falsos outsiders como o Alvaro Dias) e, por fim, se tudo o mais falhar, benevolentemente nos "concederão" uma eleição antecipada; evidentemente, não sem antes tomar as providências necessárias para tentar barrar os candidatos que podem vir a quebrar o esquema em vigor e para facilitar a candidatura de Lula e outras figuras execráveis.

III. A VIDA INTEIRA QUE PODIA TER SIDO

Isso nos dá, pela enésima vez, a oportunidade de confirmar que Manuel Bandeira, sem qualquer intenção direta ou indireta, nos ofereceu as palavras que melhor descrevem o nosso país: "a vida inteira que podia ter sido e que não foi". Agora nos cabe ter calma e orar pela nossa nação, enquanto tentamos aprender com os nossos erros passados.

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