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O HORIZONTE DE CONSCIÊNCIA E A DEFESA DA LIBERDADE

Por: | 14:05 Deixe um comentário
Por Filipe G. Martins.
“Todo fenômeno é no começo um germe, depois termina por se tornar uma realidade que todo mundo pode constatar. O sábio pensa no longo prazo. Eis por que ele presta muita atenção aos germes. A maioria dos homens tem a visão curta. Espera que o problema se torne evidente, para só então atacá-lo.”

Qualquer pessoa que tenha assimilado as lições desse estratagema chinês, mesmo que de modo intuitivo, entende que há riscos muito mais significativos à liberdade do que aqueles representados por problemas de ordem econômico-administrativa.

Há muitos que se creem liberais — ou, de modo mais geral, defensores da liberdade — comemorando a vitória do Macron sobre a Le Pen, e estão fazendo isso porque, dentre outras coisas, se deixaram seduzir pelas promessas, feitas pelo ex-ministro da fazenda socialista, de promover cortes de gastos e mais algumas reformazinhas liberalizantes meia-boca e, também, porque seu horizonte de consciência não abarca nada além desses problemas mais imediatos e mais superficiais.

Por outro lado, há multidões de pessoas que realmente defendem a liberdade lamentando esse resultado, pois sabem que numa cultura submetida ao Islã e controlada por organismos supra-nacionais (numa concentração ainda mais grotesca do poder político e econômico) o quociente de liberdade substantiva será cada vez menor e o próprio mercado será reduzido a um jogo de aparências.

Que pluralismo será possível numa Europa islamizada? Que liberdade será possível dentro de uma Europa politicamente correta, que, por um lado, amplia cada vez mais seus meios de determinar a conduta privada dos cidadãos (o que acreditam, o que dizem, o que fazem...) e, por outro, se abre para a dominação de uma religião com tendências totalitárias? Que liberdade de mercado emergirá da concentração extrema e das regulações cada vez mais impermeáveis nascidas da aliança entre o governo e o corporativismo monopolista? Essas perguntas são apenas uma amostra das incontáveis outras que poderiam aparecer aqui.

A verdade é que este segundo grupo presta atenção aos germes, tem os olhos voltados para as questões de longo prazo, e tenta encontrar meios de frear o desenvolvimento de ameaças que, dentro de duas ou três décadas, podem se tornar grandes demais para serem contidas. Já o primeiro grupo, com a sua visão curtíssima e fragmentada da realidade, até pode vir a tentar fazer alguma coisa contra essas ameaças, mas, ao que tudo indica, isso só ocorrerá quando elas já tiverem se realizado, quando suas consequências tiverem se tornado tão patentes aos olhos que já não mais possam ser contidas.

No final, é tudo uma questão de horizonte de consciência — tem coisas que são visíveis aos shudras e até aos párias, mas jamais a um váishyia (sobretudo aos que só o são mentalmente)
.


Tradução da imagem, da esquerda à direita e de cima abaixo:
2050 férias pela Europa. Seus recepcionistas: ISIS.
Itália - o minarete inclinado de Pisa.
Alemanha - bem-vindo à festa da água (não mais cerveja).
Inglaterra - Grande Bin Laden (Big Ben). Consumidores da carne halal (apenas a permitida pelo Islã).
França - A "Mona Lisa" (coberta).
Espanha - a corrida de cabras.
Grécia - O Parthenon (o partiu-se, uma adaptação) .

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