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Para o SLM na Política - Chamberlain e Churchill, na Guerra, como se comportaram:

Por: | 20:01 Deixe um comentário
Arthur Neville Chamberlain foi Primeiro Ministro da Inglaterra, entre maio de 1937 e maio de 1940 e ficou conhecido como um dirigente fraco e permissivo. Adepto da política externa do apaziguamento, na época da Liga das Nações, assinou o tratado de Munique, dando a Hitler a Região dos Sudetos, que ficava na Tchecoslováquia, além de assistir temeroso o restante do país tcheco ser invadido, e metade da Polônia (a outra metade foi invadida pelo comunista Stálin, que usava a mesma foice e martelo que os alemães tinham como símbolo, juntamente à suástica), além de mais outros países. 

Após mais de um ano de invasões, finalmente ele declara guerra à Alemanha, em três de setembro de 1939, mas só sete meses depois da declaração é que as forças militares foram deslocadas com força e, quando a Noruega sucumbiu ao Socialismo nazista, em 1940, Chamberlain demitiu-se.

Despreparado? Displicente? Incompetente? Incapaz? Há quem alivie as atitudes dele, porém os tchecos (cujo país esfacelou-se em 1992), não, claro. Ele saiu e deixou nas mãos de Churchill, o qual deparou-se, no início do comando inglês, com dois grandes lances no conflito: a operação Dínamo, entre o fim de maio e o começo de junho de 1940, que retirou mais de 300 mil soldados da costa francesa, em Dunquerque e a Batalha da Inglaterra, entre julho e outubro de 1940. Neste, a aviação alemã atacou, bombardeou e levou o terror à população inglesa, principalmente londrina, cuja cidade teve sessenta por cento de destruição. A ação dos radares, dando precisão ao contra-ataque britânico, o compromisso dos pilotos ingleses e de outras nações amigas a combater pela RAF contribuíram em muito, porém, se não fora a determinação do buldogue (apelido dado a Churchill), em não ceder um milímetro à potência do Eixo, a Europa estaria sob os pés alemão (um sonho gestado do comunismo russo - o eurasianismo). É nesse momento que eu faço a "amarração" com nosso município.

Winton Churchill visitava diariamente os bairros londrinos, feridos, os confortava, reavivava a crença na vitória. Não havia muito o que fazer para reconstruir, uma vez que todos os dias, bombardeiros e bombas V1 e V2 assolavam comunidades, porém a presença era um lembrete do papel que ele assumira como ministro, um dever de responsável pelo povo. Ele assumiu, tinha que estar perto. E daí você imagina o sem-número de decisões, visitas a outros países, recepções a líderes estrangeiros, revisões de planos, contas de guerra, discursos no Parlamento, rádio, dificuldade para lidar com de Gaulle, Stálin... Alguém humano e próximo, ainda assim.

Precisamos de dias melhores feitos por pessoas, não apenas por decretos, leis, que somente no ofício são letra morta e só. Eles só se materializam com gente que saiba, deseje, queira e seja desprendido de vaidades, preocupe-se com as mazelas sociais, do saneamento ao transporte local, escute bem e muito, leia por convicção e esteja perto para que isso aconteça.

Neste momento (para fazer tal qual "metralhadora giratória"), mesmo a quem postula um futuro no Paço, não vejo ninguém, que eu conheça, reunindo essas condições. Há uma sucessão de xingamentos, verborragias, histeria virtual e até certo analfabetismo funcional, não sabendo discernir cultura nas suas mais amplas manifestações, da ideia que isso tem na melhoria econômica, educacional e até política. Há quem ache a política como algo provinciano, de respostas vagas e até à próxima eleição. Respirar é diário, gerir também - essenciais.

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