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Para o SLM na Política - Xadrez, não dama:

Por: | 18:39 Deixe um comentário
Por que este vereador está contra, e porque esse está a favor? Qual o motivo do prefeito tomar essa atitude, e porque o vice procurou tal e tal pessoa para conversar? Qual o motivo daquele político submeter-se a determinadas práticas, mesmo contrariando o quê se defende? Por que o apoio prévio àquele deputado e não o outro?

Uma dessas perguntas foi feita hoje, mais cedo e, enquanto ouvia, algo mais que os questionamentos era falado: os motivos pelos quais se supunha a tomada de atitude e mesmo a dúvida por não se ter condições de antecipar as próximas jogadas. É a modalidade do jogo, a forma de pensar, bidimensionalmente e não tridimensionalmente.
No jogo de damas, as peças avançam só uma casa por vez e em diagonal. Quando chegam à extremidade adversária, as peças são promovidas à Dama (uma peça em cima de outra), daí, essa junção permite ir de uma extremidade a outra do tabuleiro, porém sempre em diagonal. Não há outras formas de ir e vir.

Já no xadrez, as peças são muito diferentes: torres, cavalos, peões, bispos, rainha e rei. Apenas por esse início, percebe-se a maior complexidade deste jogo. Ainda, os movimentos são diversos: a torre move-se na horizontal e vertical; o bispo, diagonalmente; a rainha, com os mesmos movimentos que o bispo e a torre; o rei, em qualquer direção e uma casa por vez; o peão, uma casa à frente; o cavalo, em formato de ele (L), "saltando" as peças.
Bons enxadristas têm mais condição de jogar melhor as damas, por terem mais desafios estratégicos e maior exigência de raciocínio; no caso dos que jogam damas, precisarão adaptar-se ao mais complexo, levando mais tempo e "apanhando mais".

Não é que o autor do escrito seja senhor do saber (tanto que me questionei: o quê há além do que conversaram? Ou, do que sei no momento?), já tenha captado quais as próximas atitudes, mas vital é internalizar que há a possibilidade de existir algo além do que se conversa e se sabe. 

Limitando a "achologia" ao número de dadores opinativos que são próximos, "pitaqueiros" de facebook ou esbravejadores de whatsapp de sempre, demonstra que não se alcançou, ao menos, a continuidade da estratégia (se, somente se quem expande a jogada seja rei e não peão). 

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