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Estratégias de campanha:

Por: | 3/07/2018 07:15:00 PM Deixe um comentário
O post será atualizado de tempos em tempos. É voltado ao conservadorismo, embora "esquerdosos" lerão e poderão até copiar algo (estou para ver um que não faça isso, que não sequestre ideias e, ou as deturpem, ou as arrebentem).

Não creio que candidaturas conservadoras tenham apoio monetário apropriado, suficiente. O cenário financeiro ainda é de esquerda e a maior parte dos meios disseminadores de ideias é composto por comunistas, socialistas, marxistas, declarados ou disfarçados.

Restam meios independentes de mídia, pequena ou média, grupos de Whatsapp, Telegram, Mewe, Facebook (apesar da perseguição), entre outros. Nestes está o "pulo do gato". Espalhar os nomes dos candidatos, checar se são adeptos do conservadorismo (com o máximo possível de confiabilidade) e reproduzir as ideias, lugares, público. Algo a ser ressaltado - sempre haverá uma, outra divergência, e como o professor Olavo de Carvalho escreveu recentemente, ainda que haja desentendimentos pontuais entre a direita, a roda de debates entre estes está em ascensão. O que não se deve é, por chateação, havendo opção de direita, votar em alguém de esquerda, ora bolas!

Setorização, coordenação, Staff. Grupo que levante, entenda, reúna e interprete as informações sobre os estados, candidatos adversários que estão no poder e /ou que pretendam ascender. Seus números - eleitores, habitantes, idade, grau de escolaridade - para serem apreendidos e cruzados a fim de propaganda voltada a pessoas específicas. Algo amplo e cirúrgico.

Lideranças maiores precisam organizar isso com as menores. Um mapa detalhado do país ou estado (a depender da abrangência do candidato) e o "fatiamento", para contemplar o maior número de deputados conservadores eleitos (nesse caso, pensando especificamente nestes parlamentares). Usarei Pernambuco como exemplo. Sua divisão tradicional, mesorregiões.


MesorregiãoTotal de Eleitores
Sertão765.869
Zona da Mata919.434
Agreste1.686.010
Região Metropolitana do Recife2.808.215
São Francisco418.663
Total6.598.191

Sem ser excessivamente otimista, a possibilidade de eleger 1 deputado estadual em cada mesorregião (totalizando 5) até seria possível, em meio aos 49 da Alepe. Para a Câmara Federal, 2 a 4, dos 25 de Pernambuco por lá. O que falta? Responsáveis das maiores agremiações conservadoras conversando via meios eletrônicos (hangout ou Skype, por exemplo) e acertando com demais, em cada mesorregião, massificando os nomes, através das lideranças nas cidades. Torcer por Bolsonaro é certíssimo e prioritário. Planejamento também.
A petição por voto cruzado (seus contatos nas redes sociais precisam saber sua preferência e o porquê dela, pois seu amigo virtual tem outros do estado que você reside e saberão disso). Eu li, para exemplificar, o Coronel Enio Fontenelle já apoiando um pré-candidato por Pernambuco para estar em Brasília. Ora, Enio não é de Pernambuco, mas muitos de seus contatos no Facebook, Youtube são. 

Apresentarei algumas referências conservadoras, em vários estados brasileiros. A lista é do blogueiro (eu), opção minha. Embora devesse ser óbvio (no Brasil é preciso explicar, desenhar e explicar o desenho), opte por quem você quiser:

Em Brasília - Bia Kicis;
No Rio de Janeiro - Márcio Labre;
No Paraná - Paulo Eduardo Martins;
Em Minas Gerais - Viviane Diniz;
A lista continuará. Inclusive em Pernambuco (que já existe).

Atualizando, agosto:

Após as convenções, eis alguns nomes em Pernambuco, que já travei conversa:

Federal - Albérison Carlos, Frederico França, Marcelo Torreão. 
Estadual - Lupércio Bezerra, Nelson Monteiro, Severo Alves.

A maioria deles está envolvida, inserida em dois grupos conservadores - O Direta Pernambuco e Endireita Pernambuco. Algumas particularidades de ambos: o primeiro parece ter mais adeptos ativos, embora esse número, relacionado à dimensão do Direita, seja menos da metade. Tem mais capilaridade que o segundo, contando com mais diretórios em cidades, mas a manutenção de contato não é feita pessoalmente, de forma majoritária. Esse fato decorre por conta da dificuldade financeira, da logística necessária. O "núcleo duro" é coeso, mas atividades concorrentes (quem tem trabalho, está estudando, aporte à eleição de Bolsonaro, apoios a um, outro candidato a deputado mais próximo, organização de encontros e a própria administração do grupo) desgastam os esforçados rapazes e moças.

O segundo tinha mais proximidade com o candidato que disputaria  o senado, Gilson Machado, porém com a retirada que o PRP fez, da candidatura do Coronel Meira a governador de Pernambuco, um braço forte deixou de existir, inviabilizando o Gilson, por conta do palanque. A militância do Endireita, à semelhança do primeiro grupo, é muito ativa nas postagens, conversas, debates; discutem muito os direcionamentos tomados por Bolsonaro e equipe, realizam paralelos nas conversas postas nas redes e os memes são enviados quase à exaustão. Há nortes diários dados pela diretoria, sobre acontecimentos nas notícias. 

Então, quando vejo componentes em polvorosa, simpatizantes mais assertivos sobre o engajamento da Direita, é preciso lembrar que esse despertar aconteceu há pouco mais de seis anos, aqui e acolá, sendo mais intenso nos últimos dois anos. Quando não se tem ideia disso, não se dimensiona bem a incipiência de uma direita que não existia, que não trocava ideias e que ainda está entendendo o que é ser conservador.

Também, é preciso pagar tributo ao Olavo de Carvalho. Como há quem tenha "nascido agora" e por conta disso seja limitado cerebral sobre quem sustentou os pilares por décadas, enquanto preparava algumas centenas de alunos (embora eu veja ativamente quase três dezenas), relembrar do sábio é buscar suas proposições estratégicas.  

Já sabemos quem são os candidatos da direita à presidente, vice, deputados. Seria importantíssimo que, em Pernambuco, houvesse um elemento aglutinador (é isso! É isso!) e não acredito ser o Julian, escolhido por Bolsonaro para trabalhar a Região Nordeste, o que tem condições para tal. A proximidade deste com os dois grupos é perto de zero, inviabilizando envolvimento necessário que pressupõe MUITA conversa, encontro com bastante periodicidade, entendimento estratégico (o que já coloquei no quarto parágrafo). 
Se tivesse tempo e condições, o Eduardo Bolsonaro seria o homem ideal a isso, pois ele conta com um reconhecimento naturalíssimo entre aqueles que digitam e mandam áudios nos grupos.   

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