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João Ferreira - O talento, não "lacre":

Por: | 7/04/2018 11:40:00 AM Deixe um comentário
Nesta montagem, à esquerda, como podemos observar nos discursos de Freixos e Manuelas, vê: negros, negras, gays, gordos, mulheres vítimas, e, claro, lacre. Vê massa, barro, argila, onde há diamante.

É o mal do coletivismo. Dos rótulos. Do ódio ao que o ser humano tem mais de especial: a singularidade. Creia você, como eu, ser isto obra Divina ou a maravilha da biologia.

Aqui, neste país subdesenvolvido, somos obrigados a ouvir e a ter de levar a sério estes personagens que dizem, vejam a ousadia, preocupar-se com as "minorias". São os donos de pretos, homossexuais e mulheres. No fundo, claro, não estão nem aí. Querem apenas os votos destes públicos. Esta turma é uma âncora de titânio para o avanço mental e econômico do Brasil. Todos, na foto, são ou foram pessoas bem sucedidas em países capitalistas com liberdades individuais e econômicas. Não sei, e tampouco quero saber, se eram de direita ou esquerda. O foco aqui é o talento e a oportunidade trazida por seus países. A esquerda brasileira não quer que estas "minorias" sejam libertas. Os querem acorrentados. E tal perversidade moral, quando percebida, não pode ser relativizada.

O Brasil é um cemitério de talentos. E o conceito de "cotas", de vitimização, de derrotismo, de inferiorização, que a meu ver é preconceito gravíssimo àqueles que, em tese, são "defendidos", só aumenta a quantidade de túmulos.

Eu faço um convite sincero aos não convertidos, se estes fazem parte destes rotulados de "minorias oprimidas": pergunte-se se você é um negro. Gay. Mulher. Gordo. Ou se você é um ser humano único, sem igual no Universo.

Se amanhã descobrirem água ou uma máquina de Coca-Cola em Júpiter, meu caro, você continuará sendo singular. Você pode ser negro, de direita, de centro, gostar de cerveja ou tequila; pode ser gay e odiar os estereótipos, ser fã de Beatles ou da Beyoncé, tanto faz; pode ser mulher e ter vontade de ir à praia todo domingo ou de nem sair da cama. As suas características são especiais. Olhe-se no espelho e saiba que a visão é única.

Não deixe, nunca, que um político, principalmente um maldito político, te rotule e coloque numa prateleira infeliz de pessoas que precisam de defesa.

Na foto, eu não vejo um gay: vejo um dos maiores compositores e intérpretes britânicos de todos tempos: Elton John. Quem, apesar deste assombroso talento, preocupa-se se ele gosta de homens ou mulheres?

Não vejo, abaixo de Elton John, um "negro gordo". Não. Vejo Billy Preston, um mago dos teclados. Gravou sempre com os Beatles. Se você quer entender o poder e a magia de sua música, digite agora mesmo no youtube: "My Sweet Lord - Concert for George". Isto é Billy Preston. E me diga se um gênio como ele merece ser jogado na vala comum dos "oprimidos".

A belíssima cantora Katie Kissoon, backing vocal de Eric Clapton e Roger Waters, tem a voz de um anjo. É negra? Sei lá. É talentosa? Sem sombra de dúvidas. É igual a qualquer outra pessoa? Sua voz prova absolutamente o contrário.

À direita de Katie, temos Darryl Jones, baixista dos Rolling Stones. Eu já vi, acho, quase todas as apresentações ao vivo mais famosas dos Stones. Darryl jamais errou um mili-segundo no tempo, nunca tocou sem devoção por seu instrumento, sem respeito aos deuses da música. É, também, um monstro no que faz. A tonalidade da pele dele interessa tão somente a malucos e nazistas.

Ali no canto direito, de sexualidade que só Deus sabe, David Bowie. Antes de qualquer lacre ser parabenizado, ou aplaudido, Bowie se transformava, como um camaleão, usando roupas, adereços de mulheres, maquiagens, salto alto e tudo mais que estivesse à disposição. No final da vida, vestia-se como um verdadeiro Lord inglês. A linha contínua e a única que importa: era talentoso. O lacre não tinha vez. Acima da parte alegórica, estava ali a singularidade, o diferencial, o DNA dos gênios. Mas você pode enxergar apenas um "transformista".

Lá em cima, na direita, Sharon Robinson, backing vocal de Leonard Cohen. Abra seu Spotify e ouça "Alexandra Leaving", na voz de Sharon. Diga-me, depois, se esta é uma "mulher negra" ou uma prova viva de que algo Divino existe neste planeta?

À esquerda de Sharon, está o baixista de Eric Clapton, o homem que não envelhece: Nathan East. Sempre rindo, com a precisão suíça de um Rolex nas notas, toca baixo como tocamos a campainha, para roubar o trecho da letra de Johnny B. Good. É negro ou é uma joia rara?

E, ali no centro, Sister Rosetta Tharpe: aqui seria rotulada como "negra e gorda". Coitada. Mas lá, era cristã. Tocava guitarra, precisamente uma Gibson SG, a mesma de Angus Young, do AC/DC, com habilidade impressionante. Solava com o mesmo fervor com que acreditava em Deus. Cantava como poucas. Diminui-la à "gorda e negra" é ir contra tudo pelo qual ela viveu.

Contra tudo que eles vivem e viveram, aliás.
Sonho, um dia, escrever um livro chamado "A geração do lacre". Pois é disso que se trata: o talento em segundo plano, e isso é a derrota não de uma geração, mas do ser humano em si.

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